NA MAIORIA DAS VEZES, observo quando as
meninas da minha rua passam. Umas de saias,
outras de calças; umas de vestidos floridos,
outras
com piercing nas orelhas, nos narizes, nas bocas,
nos queixos etc. Umas são falantes, outras
silenciosas.
Umas vão com o MP3 nos ouvidos, outras com
as
pesadas mochilas nas costas e celulares estufando
os bolsos traseiros. Porém, todas passam
coloridas.
Como diria o poeta, caminham com suas pernas
brancas, azuis, amarelas. Sei que me desejam. Faço-
me de difícil. Finjo desviar o olhar, mas,
em segredo,
as sigo milimetricamente. As garotas da minha rua
me amam, embora ainda não saibam disso.